Vida é prova



 Vem chegando o natal e as crianças, por volta dos seis anos, começam a questionar suas crenças: "Papai Noel existe mesmo?" "Não é só fantasia e barba de algodão?", e por aí vai, até que na noite de natal finalmente a ficha cai e percebem, com uma ponta de decepção, que suas suspeitas se confirmaram: ele nunca existiu...

 A dor do crescimento começa aí...

 Então você cresce, amadurece, e aprende_ a duras penas_ que o mundo não é feito de açúcar, que os adultos nem sempre detêm a verdade_ quase nunca detêm..._ que algumas coisas não saem do jeito que a gente quer.

 Mas a dor do crescimento aparece mesmo quando você descobre que algo em que você acreditava deixou de existir.
 É assustador ter que reformular tudo aquilo que te constituía e não constitui mais.
 Temos que estar dispostos a abrir mão de nossas crenças, de nossos planos tão reais, palpáveis, terrenos... para acreditar numa nova realidade.
 E vamos descobrindo que nada é tão real, palpável ou terreno. Que tudo pode mudar num piscar de olhos, enquanto nos apegamos ao que é conhecido.
 Percebemos que vivemos, mas não pertencemos. Amamos, mas não controlamos. Temos fé no invisível, mas nunca estamos prontos.

 Quanto mais aceitarmos o que é_no lugar do que pensávamos que era_ mais fácil superamos, e descobrimos nosso lugar.

 A vida é prova. E as questões são específicas para seu aprimoramento.
 Suas dores e decepções, os revezes, desvios e sustos fazem parte do pacote.
 Errar faz parte; deixar em branco anula quem você pode vir a ser...

                                                                                                                                 FABÍOLA SIMÕES


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